domingo, 3 de agosto de 2025

NO MEIO DA FLOR



No meio da flor 


Eu sei porque, mas não te contarei agora.
A razão de ser, de eu me emocionar ao falar com flores.


Não tenho muitas, a casa é alugada e o quintal é calçado.
Ao falar com as poucas que tenho, sempre fico emocionado. 


É o intrínseco de ser poeta, Deus, é difícil de ser entendido.
A compreensão, mais que a sensibilidade, é uma questão de humanidade.


Deus é tão humano, que os desumanos humanos não O alcançam na vida,
O concebe apenas na pós existência da longevidade.


Elas têm ouvidos muito mais ávidos que os nossos, boas palavras ditas,
saídas do coração são sais minerais à sua floração.


A xilema carregam o acrisal, a floema os aminoácidos cristais...
são como a essência do poeta percorrendo as entranhas do poema.


É por isso, minha pequena, que eu sempre lhe mando flores,
eu, do que sou, sei, que também sou seiva, regando com flor, minha flor...


ZéReys Santos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A sede da vida

Lá no fundo  Foi na dor da realidade viva, que ele ouviu dentro de si, um grito de felicidade percorrendo pelo seu corpo, como se fosse um c...