quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PARA ELA OU EU


Para ela ou eu

O que nos impediria de ser feliz... Perguntei-me 
no afã da angústia, a minha própria tristeza que me abatia. 
Pareceu-me que ela sorria, e que entre dentes dizia: 
“como é tolo este poeta, é isso ou a poesia!”

Então, comecei a brigar com o meu poeta de mim, 
só não saímos no tapa devido a sua forma espectral inata 
e por que apesar, sou de paz. Mas a dor... 
Esta que a solidão esfrega em nossas gargantas de forma assaz...

Esta dor que arde feito queimadura de óleo quente, 
e que parece nem se importar com o que a gente sente, 
é contumaz e eficaz. Por que preciso tanto desta dor... 
Se eu poderia apenas poetar as alegrias...

Silenciosamente vazia uma lã de paina voou levada pelo vento,
Misturando-se a uma revoada de borboletas...
Que lindo de alento! Não há simplicidade na razão de existir 
das borboletas, só no contemplar!

Ainda que o poeta de mim, zangado estivesse, 
ele me abraçou, como se fosse um poema abraçando 
as sílabas, e como sempre, eu acabei me perdendo chorando e rindo,
neste teu mundo infindo...

Nada nos impede de ser feliz, me soprou ele sobre 
os olhos das cores, dizendo: ”As cores, homem,
são quem de fato faz nossas almas enxergar”
O amor de cada um tem cores próprias, não há escolha, só identificação!


Um comentário:

  1. Surpreendente, meu querido poeta. Tens o dom dos deuses de escrever com a alma.

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